OS COMERCIANTES
Publicado em 12 de maio de 2007 no www.remigionetcom.t5.com.br/index.html
Num domingo qualquer em Remígio, o Pe. Fidélis reclama do barulho dos carros e por algumas vezes interrompe seu quase interminável sermão.
É que o dia de domingo é dia de feira e os comerciantes celebram este dia. Os carros, cheios de mercadorias e de pessoas, atormentavam o padre e faziam a alegria dos feirantes.
Nos anos 70, as rurais e os opalas remigenses podiam ser abastecidos nos posto Texaco de seu Mizinho logo na entrada da cidade, vindo de Arara ou Areia ou no Atlantic de Chico Carneiro e a outra opção era o de Celso Carneiro.
O diferencial em cada posto, obedecendo a mesma ordem era o lava-jato no Texaco, uma moderna cobertura que protegia da chuva no Atlantic e no de Celso Carneiro a venda de acessórios.
Os bares de Saulo, de Joca do Bar e Carioca, um colado ao outro na Ildefonso Jardelino ficavam cheios e em frente ao bar do Carioca, comprávamos passagens São Geraldo no Bar das duas amigas, cujo nome me foge agora, mas que tinha uma moça simpática que atendia pelo nome de Mariana.
Essas duas mulheres, causavam comentários maliciosos, por juntas tocarem um bar e por estarem bem a frente do nosso tempo naquela época.
Numa feliz coincidência, descendo a ladeira, já na rua João Pessoa, podíamos encontrar Sr. Joca, Manoel Misael, Zé Inácio e Cazuza. Praticamente na mesma faixa etária, este senhores proseavam e política era o assunto principal. Joca vendia ferragens, Misael e Zé Inácio trabalhavam com armarinho e miudezas e Cazuza estava mais pra estivas.
O jornal Diário da Borborema podia ser lido lá em seu Misael. Naqueles dias, um jovem freqüentemente estava a dialogar com eles, este jovem chamava-se Eudacler Leal.
Perto deles tínhamos a Padaria de Pedro Tota e a de João Antonio. Na Padaria de Pedro Tota tinha a possibilidade de apostar na Loteria Esportiva e João Antonio parou a cidade no dia da inauguração do seu forno elétrico.
Na bodega de Seu Mocinho, tínhamos a melhor cocada da cidade e broas, sodas, farinha eram vendidas em frente à Prefeitura Municipal e naquela época ele tinha um filial ao lado do mercado municipal.
Não há quem após sair do cinema de Zé Leal, um dos pioneiros na exibição de filmes na Paraíba que não fosse tomar um suco em Juvenal ou Benedito. Aliás lembro-me bem que entre estes havia um outro bar do pai de Marinaldo.
Nossos jovens iam pro Rio ou São Paulo, após comprarem passagem em Luiz de Lima ou em Josué Nicolau que também tinha sua venda de calçados. João Galdino, na mesma rua vendia miudezas em seu armarinho.
Remígio tinha também Seu Josa no Freitas, além de farmácias de Sadi Freire e Ariosvaldo Belarmino.
Um banco, o Banorte abriu suas portas onde hoje é a Câmara dos Vereadores.
Pedrão da gelada e seu chevete do ano era um exemplo de comerciante e o Bar e Café Nazaré de Julio na Benevenuto Teodoro disputavam espaço com o seu irmão Cícero.
Um pouco mais a frente Euclides Querino com sua mercearia vendia pipocas que ele mesmo produzia.
Seu Ademar, pai da Mabel, em várias ocasiões abriu bar ou restaurante em locais diferentes.
Na Bento Vitório, Nelson Fidélis e Seu Chiquinho tinham suas mercearias e mais lá em cima, na Bela Vista, a Mercearia Padre Cícero ensinava as primeiras lições a Petrônio Balbino.
Noutra atividade, Chico e Zé Caxias comandavam o comércio de fumo e o Professor José Arlindo, separava peixes para vender na feira, polivalente ele transformava-se em Zezinho Oliveira quando vestia a camisa 11 do Remigense, mas ai já é assunto pros Esportistas
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